2 de dezembro de 2011

Pará é o 2º com menos médicos por habitantes. Para resolver o problema os falsos líderes do "Não" pedem que você "abrace a bandeira do Pará"!


Vejam bem.
Este blog, há bastante tempo, vem demonstrando com números oficiais (disponíveis para todos, diga-se), as enormes discrepâncias entre as regiões do Estado.
Mostramos que as assimetrias são determinadas pela concentração de recursos na capital, Belém, e em seu entorno.
Isso por si só já justificaria a criação de Carajás e Tapajós.
Na área da saúde estes números assustam porque implicam em perdas de vidas de nossos parentes, amigos e conhecidos.
Aqui, em Carajás, são raras as famílias que ainda não tiveram algum de seus membros tirado às pressas para Teresina, Araguaína ou Goiânia para tratamento de saúde. Alguns, mais desafortunados, morreram no meio do caminho.
Mas, vê-se agora que a crise pode piorar ainda mais.
Agora leiam a matéria a seguir, publicada hoje no jornal O Liberal. Volto logo em seguida:

Pará é o 2º pior na relação médico por habitante

Os médicos do Pará estão mal distribuídos, cada vez mais vinculados a planos de saúde e pouco afeita ao trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS), segundo a pesquisa 'Demografia Médica no Brasil: dados gerais e descrições de desigualdades', do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). O estudo mostra que o Pará tem a segunda pior marca do País na relação médico por habitante: 0,83 médicos a cada grupo de mil habitantes. Só no Maranhão o quadro é inferior, com 0,68 médicos a cada mil pessoas.
Além do baixo número de médicos, eles são mal distribuídos. São 6.300 médicos no Estado, mas 56,5% deles (4.181) estão em Belém. A média da capital, inclusive, é uma das quinze melhores, com 3,09 médicos para cada mil habitantes. O contraste também é observado quanto aos postos de trabalho médico, público ou privado. São 12.440 locais de atendimento, sendo que 6.902 (56%) estão em Belém. A proporção geral fica de 5,11 postos por mil habitantes belenenses, contra 1,64 no conjunto do Estado.
A situação é ainda mais alarmante quando se avalia, especificamente, os postos de trabalho em estabelecimento público (6.112), entre a população atendida pelo SUS. O Pará tem o pior registro entre todos os Estados, cerca de 0,89 postos médicos públicos para cada grupo de mil habitantes. A oferta é dez vezes inferior ao número de estabelecimentos privados que atendem os paraenses com planos de saúde: 8,49 por mil pessoas (13ª melhor marca entre todos os Estados).

Eis-me aqui

Esta situação vergonhosa é incapaz de sensibilizar os líderes do "Não". Eles sabem que não podem mudar essa realidade. Sabem que milhões de paraenses continuarão a sofrer com o péssimo atendimento de um sistema falido e em colapso.
Mesmo diante de uma alternativa real de aumento de receita proporcionada pela criação dos estados de Carajás, Tapajós e Novo Pará, essa turma, sob o relho do seu feitor - aquele que durante muito tempo dava o tapa e escondia a mão - insiste em fechar os olhos para este desastre.
Ontem, durante o debate promovido pela RBA TV (dissecaremos aqui no blog ainda hoje o evento), ficou claro que a ausência de propostas é uma praga menor apenas que a arrogância e mentira dessa gente. Jatene, Zenaldo e companhia são os responsáveis pelo momento terrível que vivemos. Eles tentam amedrontar o eleitorado, falsificam números, criam impostos fantasmas, tudo com a intenção de manter seu domínio sobre a política (e os cargos públicos!) do estado. Querem manter Carajás e Tapajós abandonados e sem esperanças. Querem eleger Zenaldo prefeito de Belém.
Mas, eles querem mais!
Como solução para esse problema mortal eles pedem que VOCÊ "se abrace à bandeira do Pará"; querem que VOCÊ sinta "orgulho de ser paraense"; querem que VOCÊ una-se a eles nesse "transe" prenhe de "paraensismo" de araque.
Diga não várias vezes. Diga "Não" a quem desconhece o sofrimento do "povo paraense"; diga "Não" a esses falsos líderes que agora dizem "amar e defender" o Pará, mas que se calaram da forma mais abjeta quando o Pará foi roubado pela "Lei Kandir" do PSDB. Diga "Não" a essa tentativa de manipular nossos mais nobres sentimentos. Diga "Não" à quem se esconde durante a maior parte da discussão, dizendo-se "neutro" e "isento", quando na verdade urdia suas manobras (feitas de "mimos" e ameaças) contra a vontade mais que legítima de duas regiões de nosso estado!  
Esse melodrama encenado, essa pantomima coreografada por esses falsos líderes, seria apenas bizarra se não tivesse consequências graves. Ocorre que essa encenação de "amor fervoroso" pelo Pará custa caro. Custa centenas de vidas que estão sendo perdidas nas portas de hospitais e postos de saúde abarrotados de doentes e sem médicos para atendê-los! Custa a indignidade de permanecer horas à fio em uma fila para ser informado que o doente não poderá ser atendido! Custa a humilhação de saber que, enquanto Belém concentra 60% dos médicos do estado, Carajás e Tapajós vivem com menos de 1 médico para cada 100 mil habitantes!
Pois muito bem.
A crise é grave. Mas, ainda existe esperança. 
Acredito que o eleitorado de Belém - infinitamente mais ilustrado do que pensam esses falsos líderes - haverá de votar maciçamente contra Jatene e Zenaldo duas vezes. Agora, no dia 11 de dezembro, votando 77 e dizendo SIM  para Carajás e Tapajós. E ano que vem, haverá de dizer um sonoro NÃO à Zenaldo, que pretende se apossar da prefeitura de Belém para ser o "prefeito do governador"!
Por fim, digo que se você conhece alguém em Belém ou em cidades do Novo Pará, chegou a hora de ligar, passar e-mail, mensagem pelo celular. Fale do nosso sofrimento. Fale dos nossos problemas com saúde, educação e segurança. Mas, principalmente, fale da nossa esperança. Fale da nossa coragem para vencer esse desafio de construir três novos estados. Fale do nosso amor pelo Pará. Desafie seus amigos e conhecidos a exercitar a coragem. A coragem de ousar. A coragem de dizer: "BASTA. É PRECISO MUDAR!"
Faça isso e você terá contribuído para tirar algo do Pará: a vergonha de ser um dos piores estados da federação!
E, mais importante, você terá contribuído para dar algo ao Pará: a oportunidade de ser um dos mais desenvolvidos e prósperos estados da federação!
SIM, podemos!

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