20 de dezembro de 2011

Os "Contra o Mundo" aprontam mais uma: Desta vez tentaram invadir a Alepa!


Ontem (19) os descompensados que insistem em "combater" Belo Monte protagonizaram mais um episódio lamentável na Assembleia Legislativa do Estado do Pará. Durante a entrega do Título de Cidadão Paraense ao presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes (foto ao lado). Cerca de vinte baderneiros tentaram interromper a sessão, mas foram impedidos pela segurança da Casa e o evento prosseguiu sem maiores interrupções.
A manifestação foi articulada no domingo, após o movimento receber a informação de que Muniz Lopes estaria em Belém para ser agraciado. Entrevistado pela reportagem do Diário do Pará, o líder da vanguarda do atraso disse que “nossas mobilizações são em prol do povo de Altamira, dos índios e da população paraense que só tem a perder com a construção de Belo Monte. Vamos fazer barulho até as autoridades entenderem que este projeto não é viável e que não condiz com o discurso de desenvolvimento sustentável pregado pelos governos”, identificado como Anderson Castro, estudante de psicologia e integrante do Comitê Xingu Vivo.
A honraria foi concedida a Muniz Lopes por meio de decreto legislativo de autoria do então deputado César Colares, que apresentou o nome do presidente da Eletrobras para ser agraciado no ano de 2000, quando o conselheiro do Tribunal de Contas do Município ainda exercia mandato parlamentar.
Acertadamente o presidente, deputado Manoel Pioneiro (PSDB), garantiu que Muniz se pronunciasse da tribuna. “Esta é uma casa que respeita todas as ideologias, posicionamentos, partidos e todo cidadão, então vamos dar o direito de voz ao diretor”, explicou Pioneiro. Os manifestantes continuaram o protesto na frente da sede do Poder Legislativo.
José Antonio Muniz Lopes, conhecido como "Dr. Energia", é engenheiro especialista no setor elétrico e foi presidente da Eletronorte. Segundo ele o Pará precisa entender que Belo Monte é o modelo de desenvolvimento regional e que está sendo construída em bases sustentáveis, dentro dos grandes investimentos para a região do Xingu. “Este não é o primeiro golpe que recebo do Pará, ainda assim quero ratificar a responsabilidade que temos com o resto do Brasil em levar Belo Monte adiante”, disse.
O “golpe” informado por Muniz se refere ao ato de protesto da índia Tuíra, em 1989, quando ela levantou-se da platéia, durante o Iº Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, e encostou um facão no rosto dele. Na ocasião, o então presidente da Eletronorte argumentava sobre a viabilidade da construção da usina.

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