20 de dezembro de 2011
Medidas mitigadoras do JBS não funcionam e curtume pede novo prazo para conter mau odor
Devido às denúncias que não param de chagar aos órgãos ambientais e consequente cobrança ao Frigorífico JBS Couros S/A para que sua direção tome medidas enérgicas para eliminar o mau cheiro que exala de seu curtume, nesta quinta (15), em mais uma reunião, os representantes do matadouro apresentaram as medidas de curto prazo aplicadas para amenizar a situação. Eles propuseram alternativas e acordaram novo prazo para solução do problema.
No fim de julho deste ano, quando a falta de chuvas aumenta o mau odor oriundo do curtume, a JBS iniciou uma série de cuidados para minimizar a situação e reduzir a reclamação da população, especialmente de moradores da Nova Marabá e núcleo Cidade Nova, os mais afetados. A empresa apresentou documentos para comprovar que suas instalações estavam adequadas.
Analisada a documentação de licenciamento concedida pela congênere estadual, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), e realizada fiscalização, foram observadas diversas irregularidades em relação aos efluentes emanados pelo curtume, que culminaram na aplicação de uma multa de R$ 5 milhões.
Não convencendo as autoridades ambientais, o frigorífico foi interditado. Diante desses fatos negativos, a JBS assinou compromisso com o Ministério Público do Pará e Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMAM/SEMMA) para corrigir as deficiências, dando garantias de que tomariam medidas imediatas, de curto e longo prazo. Então, as atividades foram liberadas. “Extinto o prazo, as medidas implantadas não resolveram o problema, prova disso são as denúncias diárias de que o forte odor continua”, disse José Scherer, secretário municipal de Meio Ambiente.
Segundo José Scherer, as medidas de curto foram aprazadas para até o mês de dezembro. No entanto, não foram suficientes para amenizar o
problema. As medidas de longo prazo, dentre elas a implantação de uma cortina arbórea, ainda estão por vir.
Convicta de que as medidas tomadas não surtiram efeito, a direção do JBS em Marabá convidou para reunião a Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM), secretarias municipais de Indústria e Comércio e SEMMA e COMAM – Conselho Municipal de Meio Ambiente - para se posicionar sobre o problema.
Ficou acertado que caberá ao JBS contratar uma consultoria externa para propor ações que definitivamente amenizem o mau odor exalado do curtume, como investimento em equipamentos modernos e treinamento adequado aos profissionais do curtimento de couro. Para que essas medidas entrem em vigor o prazo fixado é maio do próximo ano.
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