13 de outubro de 2011

Fenômeno natural emite mais CO2 que desmatamento na Amazônia


Saio do sério toda vez que ouço falar em "aquecimento global" ou "gases do efeito estufa" produzidos pela ação predatória do homem.
Em primeiro lugar, o planeta está esfriando. É isso mesmo. E deverá seguir assim por um ciclo de mais vinte anos, quando então começará a esquentar novamente. As informações são do Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da ONU. Além disso, a camada de gelo nas calotas polares que tiveram acentuada diminuição entre 2005 e 2009, já começam a recuperar sua densidade normal. Tudo graças ao fenômeno chamado de Oscilação Térmica do Atlântico.
A outra novidade sobre o tema vem agora com a pesquisa da NASA, agência espacial norte-americana, denominada "Mudanças no Ciclo de Carbono dos Ecossistemas Amazônicos Durante a Seca de 2010". A pesquisa indica que a seca de 2010 na região liberou grandes quantidades de CO2 para a atmosfera, ultrapassando o total de emissões do desmatamento no mesmo período. O estudo analisou os impactos da seca ocorrida na floresta entre julho e setembro de 2010, considerada a mais severa já registrada, através da utilização do sistema de sensoriamento remoto por satélite da NASA e de um modelo de simulação do ciclo de carbono.
Os resultados sugerem que a produção primária líquida em muitas áreas da floresta amazônica foi reduzida em cerca de 7% em 2010 em comparação com os níveis de 2008. Segundo o artigo, isso representa uma perda de sequestro de aproximadamente 0,5 petagramas de carbono (PgC), ou 500 milhões de toneladas de carbono (1,8 bilhões de toneladas de CO2).
Essa emissão ultrapassa o total de carbono liberado pelo desmatamento ocorrido na região durante o mesmo período, ou mesmo a quantidade de emissões anuais da Índia. De acordo com a análise, o maior índice de perda de carbono por ecossistema foi registrado nas áreas de floresta fechada da bacia do rio Amazonas.
Na pesquisa, os cientistas consideraram a perda de absorção de CO2 pela vegetação causada por estresse hídrico, incluindo a decomposição do solo e da madeira morta em áreas de florestas inundadas que ficaram ressecadas devido à perda de água. 
Os números só não são piores porque os cálculos do estudo não incluíram emissões de incêndios associados à seca.
Os autores do artigo declararam que algumas das perdas podem ser compensadas pelo aumento do crescimento das plantas com a recuperação das condições naturais. Alguns estudos mostraram a volta da situação normal após a seca de 2005, que havia sido a mais severa até então.

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