Saio do sério toda vez que ouço falar em "aquecimento global" ou "gases do efeito estufa" produzidos pela ação predatória do homem.
Em primeiro lugar, o planeta está esfriando. É isso mesmo. E deverá seguir assim por um ciclo de mais vinte anos, quando então começará a esquentar novamente. As informações são do Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da ONU. Além disso, a camada de gelo nas calotas polares que tiveram acentuada diminuição entre 2005 e 2009, já começam a recuperar sua densidade normal. Tudo graças ao fenômeno chamado de Oscilação Térmica do Atlântico.
A outra novidade sobre o tema vem agora com a pesquisa da NASA, agência espacial norte-americana, denominada "Mudanças no Ciclo de Carbono dos Ecossistemas Amazônicos Durante a Seca de 2010". A pesquisa indica que a seca de 2010 na região liberou grandes quantidades de CO2 para a atmosfera, ultrapassando o total de emissões do desmatamento no mesmo período. O estudo analisou os impactos da seca ocorrida na floresta entre julho e setembro de 2010, considerada a mais severa já registrada, através da utilização do sistema de sensoriamento remoto por satélite da NASA e de um modelo de simulação do ciclo de carbono.
Os resultados sugerem que a produção primária líquida em muitas áreas da floresta amazônica foi reduzida em cerca de 7% em 2010 em comparação com os níveis de 2008. Segundo o artigo, isso representa uma perda de sequestro de aproximadamente 0,5 petagramas de carbono (PgC), ou 500 milhões de toneladas de carbono (1,8 bilhões de toneladas de CO2).
Essa emissão ultrapassa o total de carbono liberado pelo desmatamento ocorrido na região durante o mesmo período, ou mesmo a quantidade de emissões anuais da Índia. De acordo com a análise, o maior índice de perda de carbono por ecossistema foi registrado nas áreas de floresta fechada da bacia do rio Amazonas.
Na pesquisa, os cientistas consideraram a perda de absorção de CO2 pela vegetação causada por estresse hídrico, incluindo a decomposição do solo e da madeira morta em áreas de florestas inundadas que ficaram ressecadas devido à perda de água.
Os números só não são piores porque os cálculos do estudo não incluíram emissões de incêndios associados à seca.
Os autores do artigo declararam que algumas das perdas podem ser compensadas pelo aumento do crescimento das plantas com a recuperação das condições naturais. Alguns estudos mostraram a volta da situação normal após a seca de 2005, que havia sido a mais severa até então.
Os autores do artigo declararam que algumas das perdas podem ser compensadas pelo aumento do crescimento das plantas com a recuperação das condições naturais. Alguns estudos mostraram a volta da situação normal após a seca de 2005, que havia sido a mais severa até então.

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