24 de outubro de 2011

Após mais uma morte, MPF pede proteção para dois em Itaituba

A Procuradoria do Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) pediu à Polícia Federal proteção a dois moradores da reserva extrativista "Riozinho do Anfrísio", que denunciaram a exploração ilegal de madeira.
Os dois homens estiveram na sede da Procuradoria em Altamira na semana passada acompanhados de um terceiro denunciante, João Primo, que foi morto no sábado (22).
João Chupel Primo foi atingido com um tiro na cabeça em Itaituba.
Em nota divulgada nesta segunda (24), a Procuradoria diz que ele era líder de um assentamento e que o crime tem relação direta com as denúncias sobre irregularidades na reserva Riozinho do Anfrísio, que abrange Altamira, Itaituba e outras duas cidades, além da Floresta Nacional de Trairão.
Ainda segundo o órgão, Primo já havia registrado boletins de ocorrência na polícia e detalhado a exploração madeireira à Polícia Federal e ao ICMBio (Instituto Chico Mendes, responsável pela administração de unidades de conservação).
O delegado Sílvio Maués (ao lado), diretor das delegacias do interior do Estado, afirmou que a polícia ainda investiga o caso e que não tem registro de que a vítima liderava um assentamento.
O blog já havia mostrado que a disputa envolvendo a extração de madeira ameaça fazer explodir a violência na região. No dia 13 deste mês, repercutindo matéria do Estadão, o blog mostrou como a pistolagem tinha fixado novos preços pelas vidas de Raimundo Belmiro e Herculano Porto (leia aqui).
 

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