15 de setembro de 2011

Empresários querem pegar tucano pelo bico

Tendo  à frente seu presidente Ítalo Pojucan, a Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM) reúne-se nesta sexta (16), em Belém, com Jatene, Sidney Rosa, Secretário Especial de Produção e Companhias Docas do Pará, Alpa/Vale, Sinobras/Aline, além de outros órgãos estaduais e federais ligados ao desenvolvimento do setor produtivo. Na pauta, a implantação do Polo Metal-Mecânico de Marabá.
Quando de seu "governo itinerante" por essas barrancas Jatene se disse "comprometido" com o projeto, mas argumentou que faltava um "projeto definido". Bem, agora não falta mais. Ítalo apresentará o dito cujo que prevê a inclusão dos distritos industriais de Marabá, Parauapebas e Itupiranga como beneficiários diretos do Polo de Marabá.
A ideia é replicar as experiências vitoriosas de Pecém, no Ceará e Serra, no Espírito Santo que tornaram-se polos de produção industrial e alavancam o desenvolvimento de diversas cidades vizinhas.
A proposta faz sentido. Com o suporte oferecido por uma consultoria especializada na implantação de grandes estruturas produtivas, os empresários estão certos que poderão convencer Simão a tornar-se parceiro efetivo do projeto e garantir a implantação do empreendimento em Marabá.
O Polo Metal-Mecânico é aspiração antiga de Marabá e região. Com a implantação da Alpa, Marabá que já produz "aços longos" passará a produzir "aços planos". Com isso estará em condições de ingressar integralmente na cadeia produtiva da metalurgia, beneficiando a matéria-prima semi-elaborada. Desde lã de aço até geladeiras e peças automotivas passarão a ser produzidas em Marabá.
Hoje, apesar da movimentação financeira de Marabá e região ser muito grande, o recolhimento do principal imposto estadual, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), é extremamente baixo na região. Como grande centro produtor de produtos semi-elaborados para exportação Marabá e região acabam penalizadas pela "Lei Kandir" que isenta de impostos esses itens.
A implantação do Polo Metal-Mecânico inverterá essa relação. Mesmo ainda visando o mercado exterior, a produção passará a ter foco no mercado interno e a região passará a produzir e comercializar produtos acabados que agregam maior valor e geram receita através do ICMS e outros tributos.
Não há dúvida que a iniciativa é muito boa. Agora, resta saber se Ítalo e seus parceiros conseguirão amarrar o guiso no rabo do gato ou na cauda do tucano.  

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