Aos poucos, bem aos poucos a construção de Belo Monte começa a impactar positivamente a economia do Estado. A Sotreq, representante da Caterpillar no Pará já prepara-se para entregar as primeiras máquinas que serão usadas nas obras de construção civil da hidrelétrica. Dez tratores, sete motoniveladoras, sete rolos compactadores, cinco pás carregadeiras, cinco escavadeiras, três retroescavedeiras formam o lote inicial de máquinas da chamada "linha amarela" que serão adquiridos no Pará pelo consórcio responsável por Belo Monte.
O consórcio também fechou com a Mercedes-Benz a aquisição de 540 caminhões. No total mais de 700 máquinas operarão nesta primeira fase da construção.
Bem, é melhor que nada.
Mas, levando em consideração o valor final da obra essas primeiras aquisições não representam grande coisa. Outros equipamentos que ultrapassam a soma de 1 bilhão de reais já foram comprados fora do Estado e estão sendo motivo de reclamação por parte de empresários e políticos locais. O consórcio, contudo, argumenta que trata-se de maquinário tão específico que não haveria como comprá-lo no Pará.
Outro fator que preocupa as autoridades da região é a precária qualificação da mão-de-obra disponível em Altamira e cidades vizinhas.
No levantamento feito pelo SEBRAE naquela cidade constatou-se que mais de 80% dos trabalhadores cadastrados eram analfabetos ou analfabetos funcionais.
A capacitação de trabalhadores e a formação de fornecedores precisa passar para o alto da agenda do Governo do Estado. Além, é claro, de exigir que as condicionantes pactuadas com a comunidade da região seja cumpridas. Considerando a natureza estratégica do empreendimento é fundamental que Jatene trabalhe no sentido de ultrapassar esses gargalos.
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