Mendes Ribeiro tem um projeto de lei que prevê a profissionalização da função de lobista. Para ele, fazer lobby é legítimo e o lobista deveria ter crachá, acesso aos órgãos públicos e com certeza aposentadoria por tempo de serviço.
Isso é grave?
Não, não é.
No exercício de seu mandato o deputado pode propor as medidas que julgar necessárias, ressalvas aquelas clausulas pétreas da Constituição. O fato apenas levanta mais dúvidas sobre como será o comportamento do ministro à frente da pasta. Mendes já disse que não pretende participar de "faxina" alguma e que pretende "mergulhar fundo nas coisas do Ministério".
Grave mesmo é Dilma não saber que seu novo ministro apresentou em fevereiro o tal projeto e quando informada afirmar que não se posiciona sobre "o que os outros dizem". Nem quando "o outro" é um ministro recém-nomeado para uma pasta que está sendo alvo de investigação por parte da PF justamente porque um lobista atuava na sala ao lado do gabinete do ministro?
Aí a coisa é grave.
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