10 de setembro de 2014

Marina vai ao TSE contra Dilma no mesmo dia em que Datafolha confirma empate entre candidatas

Marina Silva acusou o golpe. Depois de surfar onda extremamente favorável, logo após a morte de Eduardo Campos, a candidata "sonhática" andou tropeçando na própria língua e na inconsistência de suas - sempre mutantes - posições.
Por conta da forma errática com que se comporta, Marina abriu brechas que foram aproveitadas rapidamente por Dilma. As posições de Marina sobre assuntos complexos como a priorização da exploração do petróleo do Pré-sal e a autonomia do Banco Central foram duramente contestadas pela campanha de Dilma.
Dilma mostrou que não priorizar o Pré-sal é abrir não de investimentos trilionários em Educação e Saúde.
A campanha da presidente lembrou também que dar autonomia ao Banco Central é permitir que o mercado financeiro, já tão poderoso, influencie ainda mais na tomada de decisões sobre temas como taxa de juros e metas inflacionárias.
Marina não gostou das peças publicitárias de Dilma e foi ao TSE para pedir direito de resposta no programa de Dilma.
Nesta quarta-feira (10), os advogados de Marina ingressaram com o pedido. Segundo eles, “a Coligação Unidos pelo Brasil requer direito de resposta para restabelecer a verdade em torno da proposta de conceder autonomia institucional ao Banco Central, uma das medidas incluídas no programa de governo da candidata do PSB e usada por sua concorrente para criar pânico entre os eleitores, abordagem que fere flagrantemente a legislação eleitoral em vigor e não corresponde à verdade”.
A campanha de Dilma não se manifestou e comemora os resultados. Na pesquisa divulgada hoje pelo Datafolha, a diferença entre Marina e Dilma em um segundo turno caiu de 7 pontos percentuais para 4 e agora as duas estão tecnicamente empatadas. Segundo o instituto, Marina teria 47% das intenções de voto e Dilma, 43%. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos .
No levantamento anterior, Marina tinha 48% e Dilma, 41%.
Para o primeiro turno, na modalidade estimulada, a pesquisa Datafolha mostra que  Dilma Rousseff (PT) tem 36% das intenções de voto; Marina Silva (PSB) tem 33%; Aécio Neves (PSDB) tem 15%; Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL) 1% e Eduardo Jorge (PV) aparecem com 1%
cada. Zé Maria (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) ficaram com 0%. Brancos e nulos somaram 6% e 7% disseram não saber em quem vão votar.
Como o blog havia afirmado ontem, a sangria de Dilma foi estancada e a diferença a favor de Marina está sendo pulverizada. Marina paga um preço alto por sua falta de consistência.

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