O partido que Marina Silva - aquela que vive da política, mas adora falar mal da política - pretendia fundar sofreu mais um revés nesta terça-feira (1º).
O vice-procurador eleitoral Eugênio Aragão, encaminhou, hoje, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), parecer no qual manifesta-se contra o registro do Rede Sustentabilidade. Ainda esta semana a Corte Eleitoral deve julgar o feito. A decisão deve sair antes do dia 5 de outubro, data limite para que um partido obtenha o registro e possa disputar as eleições de 14.
O representante do MP Eleitoral confirmou o que todos já sabiam. A tal Rede não obteve número mínimo de 492 mil assinaturas necessárias para obtenção do registro. Foram validadas 442.500 assinaturas. “No caso em apreço, constata-se que o ora requerente não obteve o número mínimo necessário de apoiamentos”, disse Aragão.
Como Marina - tal qual a torcida do Botafogo - adora um chororô, vive a reclamar que os cartórios eleitorais teriam anulado assinaturas sem justificativa, Aragão disse que o dever de comprovar a veracidade das assinaturas é do partido. “Não seria razoável cobrar dos cartórios eleitorais discriminação individualizada sobre o porquê de cada uma dessas 98 mil assinaturas não terem sido reconhecidas e contabilizadas. Provar a autenticidade das assinaturas é ônus do partido e não dos cartórios”, disse Aragão.
Ontem (30), a ministra Laurita Vaz, do TSE, concedeu prazo de 24 horas para que o MPE se manifestasse. Na segunda-feira (26), Laurita Vaz determinou a recontagem das assinaturas entregues pela legenda. Ela atendeu ao pedido do vice-procurador eleitoral Eugênio Aragão. Na sexta-feira (20), em parecer enviado ao TSE, Aragão disse que a legenda de Marina Silva validou na Justiça Eleitoral 102 mil assinaturas de apoiadores em todo o país.
Para obter registro, o partido precisa validar 0,5% dos votos registrados na última eleição para a Câmara dos Deputados. Segundo Marina Silva, o partido coletou 868 mil assinaturas e tem 550 mil validadas, número superior ao mínimo solicitado pela lei eleitoral.
Caso não consiga registrar a Rede, será quase impossível para Marina disputar a Presidência por outra legenda.
Com a candidatura meio ébria de Aécio e sem Marina no jogo, sobrará para Eduardo Campos (PSB), a tarefa de confrontar Dilma - ou quem sabe, Lula - nas eleições de 14.
São boas notícias para a "presidenta". Depois da corrosão sofrida no primeiro semestre, Dilma começa a ver sua popularidade iniciar uma - ainda - tímida recuperação. Caso o viés de alta se mantenha, é possível que a profecia do marqueteiro João Santana acabe se concretizando e a presidente chegue em dezembro com a popularidade em um patamar próximo ao que ostentava até abril-maio deste ano.
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