1 de outubro de 2013

"A Cúria é a lepra do papado", diz Francisco. Papa reúne Conselho para reformar a Igreja.

O papa Francisco criticou duramente os integrantes da Cúria Romana e qualificou a alta cúpula do clero como "a lepra do papado". A admoestação do santo papa está na entrevista publicada nesta terça-feira (1º), pelo jornal italiano "La Repubblica". Leia aqui a entrevista.
Hoje, também, o pontífice deu início à reunião do Conselho dos Cardeais no Vaticano. O objetivo é apresentar um projeto para reformar a Cúria, naquela que pode ser a maior reestruturação da Igreja em mais de 40 anos.
Na entrevista, Francisco chamou a Cúria de "muito vaticano-cêntrica" e que os príncipes da Igreja Católica "geralmente têm sido narcisistas, amantes da adulação e excitados de forma negativa por seus cortesãos".
"A corte é a lepra do papado", disse, antes de emendar que, apesar de a Cúria, órgão responsável pela administração da Igreja) não ser propriamente uma corte, existem "cortesãos".
A reunião do Conselho de Cardeais teve início com missa na Casa de Santa Marta. Na cerimônia, Francisco desejou que a reunião torne todos "mais humildes, mais pacientes, mais confiantes em Deus, pora a Igreja possa dar um belo testemunho às pessoas e vendo o povo de Deus, vendo a Igreja, sintam a vontade de vir conosco".
Francisco explicou que a vida do cristão precisa ser estabelecida na humildade e a força do Evangelho está nisso, "porque o Evangelho chega ao ponto mais alto na humilhação de Jesus, humildade que se torna humilhação".
"A força do Evangelho está na humildade, humildade da criança que se deixa guiar pelo amor e pela ternura do pai", continuou o papa.
"Bento 16 nos dizia que a Igreja não cresce por proselitismo, cresce por atenção, por testemunho", afirmou ele. "Quando os povos veem este testemunho de humildade, de ternura, sentem a necessidade que fala o profeta Zacarias: 'Queremos ir com vós'. As pessoas sentem a necessidade diante do testemunho da caridade, desta caridade humilde, sem prepotência, que é moldada para servir", disse o pontífice.

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