Menos de dois meses desde o fim da última greve, policiais civis de Goiás começaram outra paralisação desde segunda-feira (22). O registro de ocorrências simples foi suspenso e até mesmo vítimas de um “arrastão” em uma lanchonete do Setor Nova Suíça, em Goiânia, não conseguem registrar Boletim de Ocorrência, por causa da greve. Durante o assalto realizado por três criminosos, 70 pessoas tiveram bolsas, carteiras, celulares e outros objetos roubados.
De acordo com uma cliente, que preferiu não ser identificada, a ação deixou todos assustados. “Eles levaram todos os objetos de quem estava nas mesas. Tinha gente tremendo, mas ninguém reagiu”, conta a vítima.
Um dos donos da lanchonete afirma que um garçom chegou a entrar no banheiro e acionar a Polícia Militar, mas a equipe demorou aparecer no local. “Somente depois de 20 minutos a polícia apareceu e não tinha mais nada, inclusive alguns clientes já até tinham ido embora”, lamenta o empresário Gustavo Azara Giolo. A paralisação pode acabar nesta quinta-feira (25), desde que o governador tucano Marconi Perillo aceite negociar com a categoria.
Bem ao estilo tucano Marconi assumiu alguns compromissos em julho mas até aqui não cumpriu. Na última greve, o estado concordou em pagar produtividade de 5% a 30% para todos os policiais e uma mudança no plano de carreira para beneficiar agentes e escrivães, mas não teria incluído esses itens na proposta de lei. “Passaram praticamente dois meses do final da greve e nós estamos aí sem nada até agora. Não é justo, a categoria está revoltada”, afirma o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol-GO), Silveira Alves de Moura.Um dos donos da lanchonete afirma que um garçom chegou a entrar no banheiro e acionar a Polícia Militar, mas a equipe demorou aparecer no local. “Somente depois de 20 minutos a polícia apareceu e não tinha mais nada, inclusive alguns clientes já até tinham ido embora”, lamenta o empresário Gustavo Azara Giolo. A paralisação pode acabar nesta quinta-feira (25), desde que o governador tucano Marconi Perillo aceite negociar com a categoria.
Por nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-GO) alegou que está assumindo o compromisso feito com os policiais civis na época da greve e que todos os pedidos e reivindicações foram enviados à Procuradoria do Estado. A Procuradoria emitiu um documento que será levado para a Assembleia Legislativa para ser votado pelos deputados estaduais.
Segundo a secretaria, o fim do período eleitoral deve facilitar e agilizar essa votação. A SSP alertou também que caso os policiais civis continuem a greve vai haver corte de ponto. A expectativa é que a paralisação termine ainda nesta segunda-feira.
De acordo com o sindicato, 30% dos serviços serão mantidos para atender casos de flagrantes e crimes hediondos, como por exemplo estupro e latrocínio, que é roubo seguido de morte.
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