21 de junho de 2012

Habeas Corpus em favor de Cachoeira é negado e mafioso segue preso. Defesa diz que vai recorrer.

A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal negou, hoje (21), ordem de habeas corpus em favor de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, chefe mafioso goiano que, segundo as investigações da Polícia Federal, comanda uma enorme rede de atividades criminosas que vai desde a exploração da jogatina ilegal até a corrupção de atividades e fraudes em licitações estaduais e federais.
O procurador Rogério Schetti ao posicionar-se contra a concessão da ordem de HC à Cachoeira considerou uma possível soltura de Cachoeira como um "dano à Nação".
Ao fim do julgamento, uma das advogadas de Cachoeira, Dora Cavalcanti, afirmou que o habeas negado foi uma injustiça e que recorrerá da decisão. A defesa de Cachoeira argumenta que a Operação Monte Carlo, realizada em fevereiro e que prendeu o bicheiro em Goiás, é maior que a Saint Michel, deflagrada no Distrito Federal em abril como um desdobramento da primeira e que também cumpriu a prisão do contraventor. Na semana passada, Cachoeira conseguiu na Justiça Federal liberdade em relação ao mandado expedido na Monte Carlo, da Polícia Federal. Para deixar a prisão, no entanto, ele precisaria também da liberdade no TJ do Distrito Federal, uma vez que a Saint Michel foi realizada pela Polícia Civil.
"Essa decisão foi lamentavelmente injusta, porque abordou todos os aspectos já superados na outra causa (Operação Monte Carlo). Infelizmente o habeas-corpus não foi julgado com base no universo desta ação penal de Brasília, que é infinitamente menos grave", afirmou a advogada.

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