O papanicolau, teste mais comum e indicado, por exemplo, segundo dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), chega a apresentar falsos negativos em até 70% dos exames. Depois de uma auditoria em 1,4 mil laboratórios do país que leem esse tipo de análise, o Ministério da Saúde planeja lançar para o próximo ano o Programa de Qualidade para laboratório de citologia.
O presidente da Febrasgo e da Comissão Nacional Especializada em Oncologia Genital, Etelvino Trindade, explica que, além de o exame não ser popularizado, os laboratórios não estão completamente capacitados, em parte porque não existe um programa capaz de avaliar a situação no Brasil. “Sabemos que o sistema não está bom quando comparamos com a literatura estrangeira. Não temos material nem para dizer quantos (laboratórios) são bons ou não. Vemos que a nossa qualidade não é boa, embora existam alguns excelentes.
O presidente da Febrasgo e da Comissão Nacional Especializada em Oncologia Genital, Etelvino Trindade, explica que, além de o exame não ser popularizado, os laboratórios não estão completamente capacitados, em parte porque não existe um programa capaz de avaliar a situação no Brasil. “Sabemos que o sistema não está bom quando comparamos com a literatura estrangeira. Não temos material nem para dizer quantos (laboratórios) são bons ou não. Vemos que a nossa qualidade não é boa, embora existam alguns excelentes.
Todos deveriam ter uma estrutura que fizesse avaliações internas constantes, com mais de um médico lendo uma amostragem para ver se os resultados são os mesmos. Isso garantiria mais qualidade e credibilidade.”
Através do SUS as consultas para especialistas costumam demorar mais de 90 dias. Cidades como Goiânia, Teresina e Brasília oferecem as consultas com prazos mais curtos (entre 15 e 30 dias de espera) e equipes médicas especializadas no atendimento e acompanhamento médico e psicológico às pacientes. Mas, essas cidades são exceções à regra. Em geral, nem o "segundo diagnóstico", procedimento recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), não acontece. E assim, a cada ano cresce o número de óbitos tendo por causa uma doença que, mesmo não podendo ser evitada, pode ser curada.
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