Vejam bem.
Um leitor atento do blog me alerta sobre a existência de DOIS TEXTOS no site da Agência Pará de Notícias a respeito da audiência entre políticos paraenses e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
Vejam lá a lead do primeiro texto (eis aqui o link), postado como se vê, às 14:07 da quinta (15):
Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 15/12/2011 às 14:07
O governador Simão Jatene cobrou do Ministério do Planejamento a conclusão das obras da Hidrovia Araguaia-Tocantins. Jatene reuniu nesta quinta-feira, 15,em Brasília com a ministra Miriam Belchior, num encontro que teve a participação de quase toda a bancada paraense na Câmara Federal.
Adiante no mesmo texto, lê-se:
Da reunião, no prédio do Ministério do Planejamento, em Brasília, participaram, além do governador Simão Jatene, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior; o secretário estadual de Infraestrutura, Sérgio leão; o senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA); os deputados federais Zenaldo Coutinho (PSDB/PA); Josué Bengtson (PTB/PA); Lira Maia (DEM/PA); Miriquinho Batista (PT/PA); Zé Geraldo (PT/PA) e Beto Faro(PT/PA); além da ex-governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e o ex-deputado federal Paulo Rocha. Pelo Ministério do Planejamento participaram Maurício Diniz, secretário do PAC e Luiz Baião, assessor do Ministério.
Como se vê, até às 14:07 fazia-se jornalismo na Secretaria de Comunicação do Governo do Pará. Todos os participantes da reunião eram devidamente citados e Jatene ainda não havia reivindicado a paternidade exclusiva da audiência. Até aí tudo certo.
Ocorre que, por conta de motivos insondáveis e que escapam à compreensão humana, alguém levou uma CR (Correção Redacional; não pensem besteiras!) e outro texto veio à lume (eis aqui o link). Vejam lá o que diz o texto postado às 16:38 do mesmo dia:
Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 15/12/2011 às 16:38
O governador Simão Jatene cobrou do Ministério do Planejamento a conclusão das obras da Hidrovia Araguaia-Tocantins. Jatene reuniu nesta quinta-feira (15), em Brasília, com a ministra Miriam Belchior, num encontro que ele mesmo articulou e para o qual conseguiu garantir a participação de quase toda a bancada paraense na Câmara Federal, independente de siglas partidárias. Parlamentares de diversos partidos participaram do debate.
Mais adiante opera-se o "retocamento" da história e expurga-se os elementos indesejáveis. Vejam lá:
Da reunião no Ministério do Planejamento, em Brasília, participaram ainda os deputados federais paraenses Zenaldo Coutinho (PSDB), Josué Bengtson (PTB), Lira Maia (DEM), Miriquinho Batista (PT), Zé Geraldo (PT) e Beto Faro (PT).
Olhem bem. Recentemente, o Senado Federal aprovou em primeiro turno a PEC que torna obrigatório o diploma para o exercício do jornalismo, uma tolice atroz, de resto inconstitucional, mas isso é assunto para mais tarde. Uma das desculpas para a aprovação da estrovenga é justamente a presunção de que, por passarem pelos bancos universitários, os jornalistas diplomados teriam condições de praticar um jornalismo mais correto, baseado na ética e coisa e tal. Das duas uma: ou na SECOM de Jatene não tem NENHUM JORNALISTA DIPLOMADO ou, o que é bem pior, está provado que bom jornalismo e ética não constaram do currículo dos amados jornalistas que, pagos com o suado dinheirinho do contribuinte, aceitam o papel de "retocadores da história". Resta perguntar: para que mesmo serve este diploma, "maninho"?
Olhem bem. Recentemente, o Senado Federal aprovou em primeiro turno a PEC que torna obrigatório o diploma para o exercício do jornalismo, uma tolice atroz, de resto inconstitucional, mas isso é assunto para mais tarde. Uma das desculpas para a aprovação da estrovenga é justamente a presunção de que, por passarem pelos bancos universitários, os jornalistas diplomados teriam condições de praticar um jornalismo mais correto, baseado na ética e coisa e tal. Das duas uma: ou na SECOM de Jatene não tem NENHUM JORNALISTA DIPLOMADO ou, o que é bem pior, está provado que bom jornalismo e ética não constaram do currículo dos amados jornalistas que, pagos com o suado dinheirinho do contribuinte, aceitam o papel de "retocadores da história". Resta perguntar: para que mesmo serve este diploma, "maninho"?
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