2 de dezembro de 2011

Debate? Que debate? A turma de Jatene não quer debate! Para os "pastéis de vento" basta a mistificação!


Vejam bem (um amigo me diz que quando começo assim ele sabe que virá pedrada! Hehehehe).
Cobram-me a análise do debate de ontem. Ela segue abaixo e, como podem ver, é extensa como o rol dos motivos que nos levam a defender Carajás, Tapajós e Novo Pará.
Sinceramente, chega a ser tedioso.
Como avaliar o desempenho de dois lados de uma questão quando apenas um deles apresenta argumentos?
A campanha do "Não" desde o início decidiu que não apresentaria qualquer argumento.
Para eles o Pará lhes foi dado por direito divino desde tempos imemoriais.
São "donos" do Pará e, principalmente, dos paraenses!
A ideia de que alguém poderia questionar o direito dessa auto proclamada elite jamais lhes ocorreu.
Reagem como meninos mimados. Estão correndo o risco de perderem o brinquedinho que lhes deu prazer por muito tempo e, então batem pezinho, fazem beicinho e se debulham em lágrimas e juras de amor.
Preciso dizer que Celso "Riquinho Rico" Sabino é bisonho?
Ora, isso é óbvio!
Durante o debate, Lira Maia, debatedor experiente, meteu-lhe o dedo...na ferida. Mostrou que o discurso decorado (devidamente escrito por Orly Bezerra, o "marqueteiro de estimação" de Jatene) tem a limitação óbvia de servir apenas para entrevistas combinadas. É inútil durante um debate. Lira Maia foi educado e elegante. Poderia ter triturado o neófito. Poupou-lhe o vexame.
Zenaldo não foi muito melhor. Por mais irônico e sarcástico que seja, o "Garoto de Ouro" que o dedaço de Jatene quer transformar em prefeito de Belém (duvido que consiga), não pode fugir ao fato de que defende uma posição deserta de propostas.
Jatene, Zenaldo e Sabino nada têm a oferecer.
Querem que o cidadão paraense se "enrole na bandeira do Pará"! Como se isso fosse capaz de resolver nossos problemas. Enrolar-se na bandeira tem o mesmo efeito que aquele copo d'água sobre a TV durante a "prece poderosa"! Merecidamente, foram apelidados por Salame de "pastéis de vento"!
Em um momento antológico para a história das bizarrices ditas em debates, Zenaldo afirmou que o "Não" tem propostas! Mandou que todos tomássemos das canetas para as devidas anotações. Eis o rol de "propostas" de Jatene, Zenaldo e Sabino com os comentários devidos:

01 - Dizer Não à proposta indecente de dividir o Pará.
Ora, que incrível! O Não tem como proposta dizer não...huuuummm. Estamos diante de Zenaldo, o pensador! Que prefeito estupendo dará o moço de recados de Jatene, hein? Indecente é um deputado querer impedir que o povo seja ouvido através do plebiscito! Indecente é mentir descaradamente, mostrando um Pará "rico" quando não há dinheiro para pagar professor! Indecente é praticar o terrorismo mais deslavado! Indecente é fingir ser "magistrado" e "neutro" enquanto manda-se os asseclas para fustigar e oprimir duas regiões do Estado que cometeram o "crime" de querer desenvolver-se sem as amarras de uma metrópole omissa!
02 - Regionalizar o governo.
Na última vez que vimos a tal "regionalização" de Jatene em ação, ele distribuía óculos e cadeiras de rodas no Sul do Pará. A próxima visita de Jatene trará novidades: dentaduras e muletas!!! Égua do governador paidégua! É assim que se reduz as assimetrias regionais! Doando dentaduras e muletas!
03 - Mudar a Lei Kandir.
Já disse aqui que a maldita Lei Kandir, todos sabem, é filha legítima de Fernando Henrique, Almir Gabriel e Simão Jatene (depois foi adotada pelo petismo). Não tiveram força para impedi-la de nascer. Não tiveram força para altera-la. Como terão força para modifica-la agora? Meu parente, isso é conversa para boi dormir!
04 - A criação da Taxa da Mineração.
Essa é de doer. Todos sabemos que este imposto que "não ousa dizer o nome" é ilegal. Como a cenoura acenada à frente do burro, a taxa serve para Jatene criar um factóide, um "diversionismo", um engodo, UMA MENTIRA entre tantas que essa gente é capaz de contar apenas não perder o "parquinho de diversões (e o curral de votos)".
05 - A união.
A única união que essa gente nos propõe é a união da guilhotina com o pescoço! E NÓS somos "o pescoço"! Unidos estão as velhas raposas de sempre para manter todos nós à míngua e quando falo "nós" não refiro-me apenas aos moradores de Carajás e Tapajós. Falo é dos milhões de miseráveis que vegetam na periferia de Belém morando em palafitas, crescendo entre as drogas e as chacinas, morrendo em frente às portas trancadas dos hospitais de Belém! Somos NÓS, O Povo Paraense, quem paga a conta para que Celso "Riquinho Rico" Sabino e Zenaldo "Pantaleão" Coutinho possam defender o indefensável!
Como se vê não existem propostas do "lado de lá" da cerca.
Por outro lado, Salame mostrou o óbvio: três estados, três cotas do FPE; mais investimento, mais impostos; há uma grande diferença entre ser "aliado" e ser "puxa-saco do governador"; funcionários públicos e estudantes nada perdem com Carajás e Tapajós; o Novo Pará terá mais de 1 bilhão extra para investir; o estudo do Ipea é mentiroso; Jatene cruzou os braços quando o Pará foi saqueado pela Lei Kandir; e finalmente mostrou que os políticos do "Não" são os responsáveis pela pior crise que o Pará vive no últimos cem anos.
A proposta de Lira Maia e Salame é clara: construir três estados e injetar mais de 5 bilhões por ano nas três regiões. Construir hospitais para desafogar a Saúde Pública em Belém. Contratar médicos, professores, enfermeiros e policiais para atender á população de Carajás e Tapajós, uma vez que o Para atual é incapaz de fazer isso.
Salame finalizou desafiando o eleitorado de Belém: "Se querem que tudo continue como está, então, votem no "Não". Mas, aí não terão o direito de reclamar. Se querem mudança, nos dê uma chance, dê uma chance a Carajás e Tapajós, dê uma chance a você mesmo e, acredite, você não vai se arrepender. Vote SIM para Carajás e SIM para Tapajós".
Registro aqui uma frase de Zenaldo que talvez tenha passado despercebida. Lá pelas tantas, ao tentar rebater os argumentos de Salame, o garoto de recados de Jatene disse: "Você está repetindo o que o marqueteiro escreveu. Mas, lembre-se que, depois do plebiscito, ele volta para a Bahia e NÓS CONTINUAREMOS AQUI."
Olhem bem, para mim trata-se de uma ameaça explícita. Esta frase reflete muito bem o espírito que anima Jatene. Em outro texto já havia afirmado que o Califa já não nos "curte" mais. Chego à conclusão que agora ele nos devota a mais sincera ojeriza. Zenaldo externou apenas o que pensa seu chefe.
Bom, eu digo a Zenaldo: NÓS ESTAREMOS SEMPRE AQUI! E SOMOS MAIS FORTES QUE VOCÊ E SEU CHEFE! VOCÊS SOMENTE ESTÃO EMPREGADOS GRAÇAS A NÓS, OS ELEITORES! VOCÊS DEPENDEM DE NÓS! APRENDAM A NOS RESPEITAR! TENTEM CRESCER! FAÇAM POLÍTICA COM O CÉREBRO E DEIXEM O FÍGADO APENAS PARA SER CORROÍDO PELO UÍSQUE QUE BEBEM GRAÇAS AOS NOSSOS VOTOS!
Queridos, não precisava ser assim. Aqueles que são contrários à divisão poderiam, caso quisessem, tecer argumentos apresentáveis contra nossas pretensões. Poderiam ter sido honestos durante esta discussão. Mas, estão embriagados pela arrogância. A vitória sobre Ana Júlia (fruto mais dos erros desta que dos acertos dos tucanos), os deixou siderados. Acham-se poderosos demais. Ricos demais. Inteligentes demais. Mas, ao nada apresentar de concreto, demonstram que perderam a discussão. Se perderão a eleição são outros quinhentos. Mas, o debate eles perderam e perderam feio.

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