22 de outubro de 2011

A "Turma do Contra" faz, pela terceira vez, sua "primeira grande carreata" contra Carajás e Tapajós. Fracassaram de novo!


Vejam lá.
Mobilizada como nunca, fracassada como sempre. Eis a síntese da "primeira carreata contra a divisão do Pará".
Como fartamente anunciado, a "Turma do Contra" fez pela terceira ou quarta vez "a primeira carreata contra a divisão do Pará". Agora, é assim. Todo final de semana, eles fazem "a primeira carreata"!
Bom, o troço reuniu DE NOVO pouco mais de 100 carros. A coisa foi tão esdrúxula que a assessoria da "Turma do Contra" comemorou o fato de "ninguém reclamar ou se posicionar contra"! Um fenômeno!
A matéria com a cobertura "oficial", claro, estará nas páginas d'O Liberal e do Diário do Pará de amanhã.
A verdade é que a aliança entre os ricos e endinheirados com os "indignados" de Belém contra Carajás e Tapajós até agora tem resultado em um glorioso fracasso.
De relevante mesmo nesta "carreata" somente a foto que acima ilustra este texto. Nela pode-se ver Celso "Riquinho Rico" Sabino (à direita, claro!) abraçado ao "Pai de Todos os Indignados", Edmilson "Língua Plesa" Rodrigues (à esquerda, claro!).
É uma bela foto!
Em outras fotos percebe-se a alegria de Edmilson. Ele parece bem confortável na companhia de Sabino.
Edmilson, que esteve sábado passado no fracassado ato dos "indignados" que não conseguiram ocupar nem coreto de praça em Belém, agora participou de outro "grande evento de massa", desta vez abraçado a um dos legítimos representantes da auto-proclamada "elite" belenense. Vocês sabem. Edmilson também a integra.
O "Pai de Todos os Indignados" na tertúlia com Celso "Riquinho Rico" Sabino é a síntese da campanha contra Carajás e Tapajós. Em Belém, os extremos se encontraram para sacrificar a racionalidade no altar construído pela vanguarda do atraso.
A população de Belém, calejada de truques e mistificações, já percebeu que por baixo de tanto "paraensismo" de ocasião corre um rio de oportunismo eleitoreiro.
A "luta" contra Carajás e Tapajós é apenas o palanque usado campanha eleitoral antecipada pela prefeitura de Belém. E Edmilson abraça Sabino! Que beleza!
Te cuida, Zenaldo!
Vai que este flerte entre Sabino e Edmilson vira namoro?
Vejam abaixo outras fotos do "grande movimento"! Ah, não contem os ônibus. Esses tentavam passar o mais rápido possível pela farandola. Afinal, Belém não gosta de perder tempo com irrelevâncias.
Atualização em 23.10 às 10h30:
Um leitor atento me puxa as orelhas quanto aos créditos das fotos. Pensei ter deixado claro as fontes. Mas, para que não reste dúvida: TODAS AS FOTOS SÃO DO PORTAL ORM!













2 comentários:

  1. Seria bom vc indicar a fonte da Foto sob pena de um processo.

    ResponderExcluir
  2. Boa tarde Rebelo. Nasci em Belém e moro em Ananindeua. Posto este comentário para expor meu ponto de vista em relação ao plebiscito. É bom , democraticamente, sxpor opiniões e idéias sobre um assunto de tamanha relevância. Adianto logo minha posição: sou contra. E não é apenas porque moro nessas bandas. Se morasse em Marabá ou Santarém teria a mesma opinião. Compreendo os argumentos do "SIM". De fato, em alguns pontos voçês razão: o poder centralizado em Belém é incapaz de dar conta das demandas socio-econõmicas de um estado gigantesco. Alguém que mora no sul do Pará com certeza tem inúmeras queixas dos serviços prestados pela capital. A distância da sede do poder realmente sempre foi uma problemática. Mas, penso eu, a questão primordial, além de outras, não está aí: é a forma de governar ao longo dos tempos no Pará. As elites belenenses, como vc sempre se refere, sempre governaram de forma conservadora e tradicional: baixa atenção ao lado social e econômico; governos elitistas, governantes que sempre se beneficiaram do poder, concentração de renda, enfim, são tantos que qualquer um sabe. O problema é que vejo sempre vc batendo incansavelemnte na mesma tecla: as elites de Belém. E as elites de Marabá e Santarém? E as elites das outras grandes cidades paraenses? O que dá a entender é que as elites de Belém, são o clero e a nobreza da Revolução Francesa e Tapajós e Carajás são a pequena burguesia ou os sanz-colotte de Paris. Peraí: elite tem em qualquer lugar, e no Pará não é diferente. Os deputados do SIM são o quê: do povo, da "ralé", da plebe? Há claro interesse político nisso. Querem ser governadores e senadores dos novos estados, isso até um menino de cinco anos sabe. Comparo mais uma vez com a história do Brasil. As grandes elites agrárias na segunda metade do século XIX no Brasil queriam derrubar o Império por uma razão muito simples: o centralismo do Imperio impedia sua influencia e mandonismo local. Dividir as provincias em estados da federação facilitaria o poder de mando dessas elites rurais. Isso era o chamado coronelismo. Eles não pensavam no povo, pensavam nos seus próprios interesses. E o Pará de décadas e décadas é semelhante a esse fato. Esse discurso de "Belém elite" e Tapajós-Carajás plebe-sanz-culotte" é frágil. Todas as regiões do Pará foram historicamente construidas sob o poder das elites, que até hoje estão aí, com novas roupagens, "voto-de-cabresto", "currais eleitorais", assassinatos no campo, nepotismo, corrupção e tudo mais. Criar novos estados vai apenas multiplicar esses eternos vicios das elites de TODO O PARÁ, e não apenas de Belém. Fora todo os bilhões de reais que serão gastos em novas máquinas públicas. Compreendo a revolta e indignação da turma do SIM. Voçês tem motivos. Mas como já falei, o problema está na FORMA DE GOVERNAR. De que adianta criar novos estados se a forma de governar será a mesma de Belém, de cima pra baixo? Não é da noite pro dia que vai haver uma mudança realmente histórica de governar, para o povo, pelo povo. Os velhos vício estão enraizados há séculos, e não de uma hora pra a outra que vai haver uma "revolução mental" desses políticos que querem a divisão do Pará. Obrigado.

    ResponderExcluir