21 de outubro de 2011

Mulher de Orlando Silva recebeu mais de R$ 300 mil do Ministério dos Esportes, diz Estadão

Neste momento Orlando Silva está reunido com a presidente Dilma. Pode sair da reunião como ex-ministro. Ainda que permaneça no cargo está tão fragilizado que dificilmente resistirá à "síndrome da sexta-feira". E as más notícias, para Orlando, não param de surgir.  
O Estadão mostra que Anna Cristina Lemos Petta (ao lado), mulher do ministro do Esporte, Orlando Silva, recebeu dinheiro da União por meio de uma ONG comandada por filiados ao PC do B, partido do marido e ministro. A informação sobre negócios da União com a empresa de familiar de Orlando Silva teria preocupado Dilma.
É a própria Anna Petta quem assina o contrato entre a Hermana e a ONG Via BR, que recebeu R$ 278,9 mil em novembro do ano passado. A Hermana é uma empresa de produção cultural criada pela mulher do ministro e sua irmã, Helena. Prestou serviços de assistente de pesquisa para documentário sobre a Comissão da Anistia.
A empresa foi criada menos de 7 meses antes da assinatura do contrato com a entidade. Pelo trabalho, recebeu R$ 43,5 mil.
A ONG Via Brasil tem em seus quadros Adecir Mendes Fonseca e Delman Barreto da Silva, ambos filiados ao PC do B. A entidade também foi contratada em maio do ano passado pelo Ministério do Esporte, para promover a participação social na 3ª Conferência Nacional do Esporte. No negócio, recebeu mais R$ 272 mil.
Documentos obtidos pelo Estadão mostram o curto espaço de tempo transcorrido entre a criação da empresa de Anna Peta e a celebração de convênio da ONG Via BR com o Ministério da Justiça. A Hermana foi criada apenas três meses antes da assinatura do convênio para a produção de documentário sobre a Comissão da Anistia e no mesmo mês em que a Via BR foi contratada pelo Ministério do Esporte.
No enredo mais provável, Orlando Silva "pede" exoneração justificando necessitar de tempo para "dedicar-se à defesa" de sua honra e Dilma escolhe alguém (provavelmente, Luciana Santos) do PCdoB para sucedê-lo. Dentro de mais alguns dias ninguém (nem Veja, nem Globo) falará mais do ex-ministro. Ou alguém aí sabe o que andam fazendo Novaes, Palocci e todos os outros ministros "derrubados" por escândalos no Governo Dilma?

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