A oposição conseguiu aprovar o convite ao PM José Dias Ferreira (ao lado) e do motorista Célio Soares Pereira para que participem de audiência na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara Federal. Ferreira e Pereira acusam o ministro Orlando Silva de comandar esquema de corrupção dentro do Ministério dos Esportes. A audiência dos acusadores de Orlando será na quarta (26). A oposição queria ouvir a dupla amanhã mas o presidente da Comissão, deputado Sérgio Brito (PSC-BA), argumentou que duas das sub-comissões estão em viagem pelo Brasil e a audiência poderia ser esvaziada.
Hoje, Orlando Silva fala ao Senado seguindo a estratégia de apresentar antecipadamente as explicações.
Na avaliação do governo Orlando saiu-se bem na Câmara e o vice Michel Temer chegou a afirmar que "o governo não trabalha com a hipótese de demissão do ministro".
Claro que Orlando começa a viver a "síndrome da sexta-feira". Caso as revistas semanais, que fecham suas pautas na sexta, apontem novas evidências contra ele, a fritura será inevitável. Isso é ruim para ele, mas é ainda pior para o governo às vésperas de Copa e Olimpíada. O Ministério dos Esportes jamais chamou tanto a atenção quanto a partir de 2008 e seguirá na berlinda pelo menos até 2017, quando as auditorias dos órgãos de controle deverão finalizar seus relatórios sobre os gastos com os dois eventos.
Um fato ontem me deixou intrigado: O principal acusador de Orlando, o PM Dias Ferreira, tinha depoimento marcado para ontem pela manhã na Polícia Federal. Mandou dizer que não ia por problemas de saúde. À tarde, aparentando boa saúde, reuniu-se com a oposição. Desfiou o rosário de acusações mas não trouxe as provas. Pediu ainda proteção policial. O PSDB o recebeu de braços abertos e encaminhou o pedido ao Ministério da Justiça. O ministério prontificou-se a proteger o acusador desde que ele se apresentasse à Polícia Federal. Até hoje pela manhã Dias Ferreira ainda não havia aparecido para requerer oficialmente a proteção. Espera-se que apareça na PF por todo o dia de hoje. De preferência levando as provas do que alega.
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