Quase 3 mil pessoas já foram contratadas pelo Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) para as obras da usina hidrelétrica, nos canteiros dos sítios de Belo Monte, Pimental/Canal e Diques. Segundo o consórcio, boa parte deles são moradores de Altamira e de municípios vizinhos, como Vitória do Xingu, Anapu, Pacajá, Brasil Novo e Placas.
No início de outubro já tinham sido contratados 2,6 mil funcionários, sendo 16% deles mulheres. Grande parte dos trabalhadores (1.376) foram formados pelo programa Capacitar para Crescer, desenvolvido pelo próprio consórcio construtor para preencher parte das funções de pedreiro, carpinteiro, eletricista, armador, operador de máquinas pesadas, entre outras. A expectativa é de que, até o fim do mês, sejam totalizados 1.854 profissionais formados e, até o final do ano, 3 mil tenham sido capacitados para trabalhar nas obras.De acordo com o CCBM, o ritmo de contratações tem aumentado para dar sequência aos avanços já ocorridos nas obras e, também, por causa das melhorias que foram feitas nas vias de acesso às obras. As contratações serão divulgadas pelo consórcio nos próximos dias.Em setembro teve início o Capacitar para Incluir, subprograma vinculado ao Capacitar para Crescer. Ele pretende estimular a evolução profissional por meio de atividades educacionais à distância. As primeiras turmas frequentarão um curso de inclusão digital.
A principal meta do CCBM para 2011 é a implantação dos acessos que permitirão a escavação do solo e de rocha previstas a partir de 2012. A expectativa é consolidar, até o fim do ano, a estrutura gerencial da obra e os sistemas gerenciais que irão proporcionar a base para a execução do empreendimento.
O CCBM espera que até dezembro, o Travessão 27, uma estrada vicinal da Transamazônica, esteja em condições de garantir acesso mais rápido aos sítios Canal e Diques e Pimental, principalmente no crítico período das chuvas amazônicas.O sítio Pimental, no Travessão 27 integra o projeto de Belo Monte. No local será construído o vertedouro e a casa auxiliar da subestação do empreendimento. O melhoramento do acesso está previsto na Licença de Instalação (LI) concedida pelo Ibama no dia 26 de janeiro deste ano. A LI refere-se às atividades e instalações como canteiros industriais pioneiros e acampamentos dos sítios Belo Monte e Pimental, almoxarifados, escritório de engenharia, enfermaria, refeitório, terraplanagens e melhorias de acessos já existentes. Até dezembro, a terraplenagem deverá estar concluída e a implantação dos canteiros em estágio bastante avançado.
Como se vê nem os bagres do Xingu ou os índios do Iriri parecem ser capazes de impedir a construção de Belo Monte.
Aparentemente, os protestos de ambientalistas nacionais e importados não vêm causando qualquer efeito prático.
É fato que precisamos da energia que Belo Monte vai gerar. O diabo é conciliar esta necessidade com a proteção ambiental e social.
Mais racional sem dúvida seria construir formas de pressionar eficientemente o CCBM para que cumpra as condições mitigadoras pactuadas.
Na verdade, a gritaria histérica contra Belo Monte deixou desarmada a sociedade. O tempo que perdeu-se lutando "contra" o empreendimento poderia e deveria ter sido gasto organizando a sociedade local e montando uma estrutura de fiscalização e acompanhamento do empreendimento.
(Com informações da Agência Brasil)

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