O desfile do Dia da Pátria, em Marabá e em diversos outros municípios do Sudeste do Estado, deverá ser marcado por manifestações espontâneas a favor da criação dos Estados de Carajás e Tapajós.
Organizados em grupos na internet, os manifestantes em Marabá devem ocupar a Avenida Antônio Maia tão logo o desfile oficial seja encerrado.
As manifestações foram articuladas a partir das "redes sociais", que têm sido ferramentas muito valiosas para a troca de informações entre aqueles que querem construir os novos Estados.
A mobilização através da internet começou há bastante tempo e ganha cada vez mais força.
Dias atrás o Facebook chegou a registrar um tráfego surpreendente de mensagens. Eram os grupos pró-Carajás e Tapajós arregimentando parentes e amigos. Um dos grupos já está perto de 10 mil membros e ao todo mais de 70 mil usuários já aderiram ao movimento pela criação dos novos Estados.
Por outro lado, cresce a unidade entre as lideranças políticas que formam a frente pró-Carajás. Apesar de pertencerem a partidos diferentes e muitas vezes rivais, já tornou-se comum deputados, prefeitos e vereadores pró-Carajás elogiarem os esforços dos colegas na defesa dos novos Estados e buscarem atuar de forma mais coesa.
A agenda de lideranças como João Salame (PPS), Bernadete Ten Caten (PT), Asdrúbal Bentes (PMDB) e Giovanni Queiroz (PDT) anda lotada com palestras e debates. Prefeitos como Darci Lermen (PT) e Maurino Magalhães (PR) estão mobilizando suas bases e pedindo empenho tanto a aliados quanto a opositores.
Aos poucos cresce a onda verde-amarela por toda a região e nem Belém fica de fora. Já existem grupos pró-Carajás organizados na capital do Pará dispostos a mostrar o quanto a criação dos novos Estados é necessária e benéfica para todos.
Até agora, apesar das caneladas desferidas pela turma "do contra", os defensores dos novos Estados têm mantido o debate em bom nível, sem ceder ao encanto das baixarias e dos insultos.
Que continue assim. Carajás e Tapajós serão construídos, mercê de Deus, com base no respeito às liberdades e às diferenças.
A democracia agradece.
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