13 de agosto de 2011

Pelos bigodes de Sarney! Mais um escândalo no Amapá!

O Estadão teve acesso e publicou ontem (12) relatório do inquérito da Polícia Federal que investiga outra fraude envolvendo dinheiro público no Amapá e desta vez o Senhor da Terra e dos Homens José Sarney é citado diretamente. No relatório a fraude recebe o nome de Amapá 2 e a PF trata o caso como “fraudes em andamento”. O documento afirma que nas escutas autorizadas pela justiça “é possível perceber a preocupação dos investigados” com o convênio.
O objeto deste convênio seria a “Implantação de Processos Participativos para Fortalecimento da Cadeia Produtiva de Turismo do Estado do Amapá”. O nome comprido esconde, segundo a PF, um enorme sorvedouro de dinheiro. Dos 5 milhões de reais, valor do convênio, nenhum centavo foi aplicado nos tais “processos participativos”.
Em compensação, participativo mesmo foi Frederico Silva da Costa. O secretário-executivo do Ministério do Turismo libertado ontem por decisão judicial, assinou em tempo recorde a papelada e tratou de liberar a grana para o já conhecido Ibrasi, a mesma ONG investigada na operação Voucher.
Também, pudera! Segundo Colbert Martins, secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, igualmente preso pela PF (será que fica alguém sem prontuário até o fim deste governo?), o principal interessado no tal convênio era ninguém menos que José Sarney, o todo-poderoso Presidente do Senado.
A ligação com Sarney era feita através da deputada Fátima Pelaes do PMDB/AP. Colbert estava preocupado em evitar o cancelamento do convênio e depois enfrentar a fúria de Sarney. “Cancela aquela, pega Sarney pela proa, aí vai ser mais confusão ainda, ok?”, afirma Colbert na gravação da PF.
Fátima Pelaes é aquela que deu para o Ibrasi desviar os 4 milhões de reais investigados pela Operação Voucher.
Os bigodes do Dono da Província do Maranhão e Sesmeiro do Amapá ficaram eriçadíssimos. As chances da lama alcançar o Senado Federal existem e são enormes.
E, agora? Dilma vai chegar com rodo e balde para “faxinar” o Senado?
Como diria José Dias do Machado, duvido muitíssimo.

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