17 de agosto de 2011

E o João Sorrisão finalmente caiu!

Em um post de ontem (leia no link Será que agora cai?) comparei Wagner Rossi ao João Sorrisão. Balançava, balançava e não caía.
Agora, caiu.
Depois que foi flagrado andando de jatinho da empresa que o financiou e soube-se que essa empresa acabou favorecida pelo Ministério que Rossi dirigia a coisa ficou insustentável.
Nem o padrinho forte (nada menos que Michel Temer) foi capaz que impedir que Rossi finalmente desabasse.
Está no site do Ministério da Agricultura a íntegra da nota. Caso queira Leia aqui.
Não reproduzo por ser imensa e uma xaropada de embrulhar o estômago. Lembra a carta testamento de Getúlio Vargas.
Resumidamente, dando-se crédito à missiva do Sorrisão, em um ano e meio à frente da Agricultura ele fez o céu, o mar e tudo que neles há (não, não, isso quem fez foi o Lula, mas o Rossi ajudou) e foi vítima de uma campanha sórdida na qual se confundem a revista Veja, o jornal Folha de S.Paulo e um político misterioso.
Nada sobre jatinhos e presentes ilegais.
Nenhuma palavra sobre os 600 mil reais doados pela Ourofino a Papa Rossi e Rossi Júnior.
Tudo "intriga da oposição".
O fato da PF ter instaurado inquérito para apurar irregularidades no Ministério da Agricultura também foi ignorado.
Por incrível que pareça Michel Temer ainda queria que Rossi resistisse mais um pouco, porém vãos foram os esforços e mais um "bravo" tombou vítima de "intrigas sórdidas" dessa maldita imprensa livre (Livre até demais! Zé Dirceu, por exemplo, outro bravo, gostaria muito de ver implantado "o controle social da mídia".), que já tirou do poder Palocci, Pagot, Ortolan, Nascimento... Eh, fila comprida.
Falando sério, Rossi já vai tarde. A vitalidade do setor agropecuário do Brasil anda bem ao largo das ações governamentais. Rossi não foi a "salvação da lavoura".
Na verdade, ter ido para o Ministério da Agricultura é que "fez chover ainda mais na horta" de Rossi (desculpem, mas não resisti ao trocadilho infame).
Agora, cresce a ansiedade do digno público para ver quem irá substituí-lo. Rezemos, pois, com devoção, uma vez que, como se sabe, nos tempos que correm nada é tão ruim que não possa piorar.

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