Hoje tive o prazer de conhecer pessoalmente Xavier dos Santos, o Javier di Mar-i-Abá. Como diria meu pai, uma prosa "digna de uma 'branquinha' com limão e sal". A "marvada" não foi sorvida, mas a conversa foi proveitosa e amena, cheia de novidades para um "chegante" como eu.
Javier mostrou-se cordial e amável com um "estrangeiro" que começa agora a conhecer as idiossincrasias de uma cidade fascinante como Marabá.
Incidentalmente, pude ouvir o cântico sacro vindo das caixas de som penduradas nos postes da "Velha" Marabá e ver os devotos, terços na mão, seguirem em direção à "reza" e, de imediato, lembrei da infância quando os sons do sino da Basílica de Nazaré marcavam as principais horas do dia e ditavam o ritmo das nossas atividades.
Voltando ao Javier, falamos sobre filme, música, FECAM, voleibol, política cultural, ou seja, gentilmente meu interlocutor deu-me elementos para começar a compor essa espécie de "mosaico cultural". Agora caberá a mim a tarefa de preencher as lacunas para compreender o desenho.
Para quem gosta de ver, saber e compreender tudo, nada mais prazeroso que essas fontes. Geralmente rendem boas matérias e, claro, bons posts aqui no blog.
Ah, quanto aos tiros.
Infelizmente ao sair da conversa com Javier acabei vendo um homem ser baleado no meio da Avenida Antônio Maia. Não sei se escapou. O carro em que estava passou rápido demais. Olhando para trás ainda pude vê-lo, sentado no meio-fio, fazer o sinal da cruz antes de deitar-se na calçada. Que a sua devoção o acompanhe nesta ou em outra vida.
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