Ainda que tenha implementado “reformas estruturais importantes” no período, como frisou o relatório do Bird, o Brasil ficou atrás de países como México (48º lugar), Tonga (62º), Samoa (57º) e Zâmbia (94º). O levantamento considerou a burocracia para se fazer negócios em 185 economias globais.
O Brasil teve atuação ruim em vários dos quesitos. Um dos que mais pesou contra foi a demora para começar um negócio no país, que costuma ser de 119 dias. No primeiro colocado no ranking, Cingapura, são necessários apenas três dias para formalizar uma empresa. Outras baixas posições brasileiras foram registradas nos quesitos facilidade de acessar crédito (104º lugar), registros de propriedades (109º) e carga tributária (156º).
Questionado por analistas e investidores, o levantamento do Bird não leva em conta aspectos como estabilidade econômica de um país, a qualidade da mão de obra ou a solidez de seu sistema financeiro. “O Doing Business não avalia todos os aspectos do ambiente comercial que são importantes para as empresas e os investidores”, pontua o próprio Banco Mundial, na sua análise do estudo.
Além de piorar no ambiente de negócios, o Brasil também viu sua posição cair no ranking global de Investimento Estrangeiro Direto (IED). Segundo pesquisa da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês), o fluxo de dinheiro vindo de fora para o país caiu 8,6% – de US$ 32,5 bilhões para US$ 29,7 bilhões – na primeira metade deste ano, na comparação com o mesmo período de 2011, o que levou o país a cair para 6ª posição no ranking. A queda sofrida no Brasil foi maior do que a registrada no mundo como um todo: o fluxo global diminuiu 8,4% – de US$ 728,7 bilhões para US$ 667,6 bilhões.
Segundo o órgão, a redução de US$ 61 bilhões foi provocada principalmente pela redução no IED direcionado aos Estados Unidos (que perderam US$ 37 bilhões) e a países do Brics (US$ 23 bilhões) — grupo de emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China. O país que mais recebeu IED na primeira metade deste ano foi a China (US$ 59,1 bilhões), seguido por EUA (US$ 57,4 bilhões), Hong Kong (US$ 40,8 bilhões), França (US$ 34,7 bilhões) e Reino Unido (US$ 30,8 bilhões).
Na primeira metade do ano passado, o Brasil estava na quinta posição, mas acabou sendo ultrapassado por França e Reino Unido — embora tenha se saído melhor que a Bélgica este ano, cujo IED recebido caiu de US$ 34,4 bilhões para US$ 21,4 bilhões, fazendo o país cair da quarta para a décima posição. A Unctad prevê agora que o IED global ficará, na melhor das hipóteses, estabilizado em 2012, ligeiramente abaixo de US$ 1,6 trilhão. De acordo com o órgão, a lenta recuperação da economia, a fraca demanda global e riscos elevados relativos a alterações de políticas regulatórias continuam a reforçar a cautela das empresas transnacionais na hora de fazer seus investimento
Questionado por analistas e investidores, o levantamento do Bird não leva em conta aspectos como estabilidade econômica de um país, a qualidade da mão de obra ou a solidez de seu sistema financeiro. “O Doing Business não avalia todos os aspectos do ambiente comercial que são importantes para as empresas e os investidores”, pontua o próprio Banco Mundial, na sua análise do estudo.
Além de piorar no ambiente de negócios, o Brasil também viu sua posição cair no ranking global de Investimento Estrangeiro Direto (IED). Segundo pesquisa da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês), o fluxo de dinheiro vindo de fora para o país caiu 8,6% – de US$ 32,5 bilhões para US$ 29,7 bilhões – na primeira metade deste ano, na comparação com o mesmo período de 2011, o que levou o país a cair para 6ª posição no ranking. A queda sofrida no Brasil foi maior do que a registrada no mundo como um todo: o fluxo global diminuiu 8,4% – de US$ 728,7 bilhões para US$ 667,6 bilhões.
Segundo o órgão, a redução de US$ 61 bilhões foi provocada principalmente pela redução no IED direcionado aos Estados Unidos (que perderam US$ 37 bilhões) e a países do Brics (US$ 23 bilhões) — grupo de emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China. O país que mais recebeu IED na primeira metade deste ano foi a China (US$ 59,1 bilhões), seguido por EUA (US$ 57,4 bilhões), Hong Kong (US$ 40,8 bilhões), França (US$ 34,7 bilhões) e Reino Unido (US$ 30,8 bilhões).
Na primeira metade do ano passado, o Brasil estava na quinta posição, mas acabou sendo ultrapassado por França e Reino Unido — embora tenha se saído melhor que a Bélgica este ano, cujo IED recebido caiu de US$ 34,4 bilhões para US$ 21,4 bilhões, fazendo o país cair da quarta para a décima posição. A Unctad prevê agora que o IED global ficará, na melhor das hipóteses, estabilizado em 2012, ligeiramente abaixo de US$ 1,6 trilhão. De acordo com o órgão, a lenta recuperação da economia, a fraca demanda global e riscos elevados relativos a alterações de políticas regulatórias continuam a reforçar a cautela das empresas transnacionais na hora de fazer seus investimento
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