16 de abril de 2012
Abril vermelho de vergonha - prédios públicos e propriedades privadas invadidos por "militantes profissionais". Até quando?
Venho pegando leve com Dilma.
Em grande medida é porque não vejo distinção óbvia entre petistas e demo-tucanos. Os vejo como a mesma face da mesma moeda, para mudar o aforismo tão batido.
Em outra vertente, Dilma é mulher e, chamem-me de machista, mas tenho a tendência de tratar as fêmeas da espécie com maior condescendência.
Mas, é revoltante que Dilma, que gosta de falar grosso com Obama, Merkel e que tais; que se pretende uma "gerentona"; que dá pitos impublicáveis em seus ministros; que anda a cobrar "resultados" de seus assessores, permita que o dinheiro público financie, pasmem, atos de invasão e vandalismo protagonizados por um "movimento" que, mesmo sem ter CNPJ ou existência legal reconhecida, é irrigado com recursos públicos dos quais não se ouve falar que deles tenha sido prestadas as devidas contas. Praticam esses atos diante da complacência das autoridades, como se vê no prédio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em Brasília, que a foto acima ilustra e o blog noticiou aqui.
O MST, movimento que, em seus cursos de formação de "militantes profissionais", ensina que deve-se lutar "pela extinção do Estado burguês", recebe através de fundações e das famigeradas ongs dinheiro a rodo.
Como é possível que um Estado financie atividades que visam sua extinção, eis um daqueles paradoxos que apenas o submundo da política é capaz de produzir!
Dois anos atrás ensaiou-se promover uma devassa nas contas dessas entidades, biombos que financiam a doce ilusão "revolucionária" adolescente contida na cabeça oca dos dirigentes destas estrovengas. A investigação foi devidamente abortada (de aborto, como se sabe, altos funcionários de Dilma entendem e o defendem muito bem).
Quando prédios públicos são alvos de atos de violência (e não me digam que uma "invasão" integra um "movimento pacífico"!), o que pode esperar o proprietário de terra?
Não tenho um palmo de terra. Não sou, nunca fui e não pretendo ser "fazendeiro" ou "produtor rural". Terra, para mim, apenas um ou outro grão, eventualmente, embaixo das unhas, mas, confesso-lhes que, proprietário o fosse estaria neste momento a ligar para uma empresa privada pedindo-lhe que me provesse a segurança que o governo de Dilma é - como foram os de Lula e FHC - incapaz de garantir.
Cada prédio ocupado, cada propriedade rural invadida e depredada, cada mandado de reintegração de posse não cumprido, apenas demonstram como o Estado Brasileiro escarnece do direito, da civilização e da cidadania.
Algo precisa ser feito. Não podemos mais conviver com o voluntarismo destrutivo que orienta estes "movimentos".
Movimentos sociais podem e devem reivindicar. Com ordem e respeito ao direito e às leis. Quando cruzam este limite, tornam-se vândalos, baderneiros e como tal precisam ser tratados.
Mexa-se, presidente!
A omissão de Dilma e sua leniência em relação a este movimento aumenta tremendamente a insegurança jurídica, incita a violência e prejudica os negócios decorrentes da agro-pecuária, setor responsável pela alavancagem das exportações e pelo provimento de alimentos nas mesas de milhões de brasileiros, que a política econômica de Dilma tirou da miséria e que, hoje, são consumidores.
"Eles" prometem um "abril vermelho". Parecem fazer referência à cor preferida dos comunistas ou ao sangue de seus "mártires". Para mim, a continuarem invadidos imóveis públicos e privados, este abril será realmente vermelho. De vergonha.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário