10 de dezembro de 2011

O jornal PAULISTA que é contra Carajás e Tapajós confirma, sem querer, argumento em defesa dos novos estados!


O sempre atento blogueiro e amigo Zé Dudu chama a atenção para a matéria abaixo. É da Folha de S.Paulo, jornal de desde o início da discussão sobre a criação de Carajás e Tapajós colocou-se contra esses dois estados. As razões e as consequências deste posicionamento da Folha avalio em outro post.
Agora, peço apenas que leiam com atenção a íntegra da matéria (em especial os trechos em negrito). Comento logo a seguir.

A divisão do Pará, com a criação de mais outros dois Estados, provocará uma queda de R$ 228 milhões nos repasses do governo federal às capitais brasileiras.
Os cálculos são de estudo elaborado pelo Idesp (Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará) e divulgado na semana passada.
A cidade mais afetada será Teresina, com uma perda superior a R$ 50 milhões --equivalente a 4% de sua receita. São Paulo poderia perder até R$ 10 milhões.
Isso ocorrerá por causa da inclusão no FPM (Fundo de Participação dos Municípios) das capitais dos Estados do Carajás e do Tapajós.
Do valor do fundo, que em 2010 chegou a R$ 53,3 bilhões, 10% teria que ser dividido para 29 capitais, em vez de 27. Por isso, as atuais capitais sairiam perdendo.
Neste domingo, os eleitores paraenses irão às urnas decidir se querem que o Estado se desmembre para a criação do Carajás (sudeste) e do Tapajós (oeste).
ESTADOS
Há ainda a possibilidade de os Estados do Norte e do Nordeste perderem cerca de R$ 2 bilhões por causa da redistribuição do FPE (Fundo de Participação dos Estados).
Esta questão, porém, está indefinida, porque o Congresso Nacional tem até o próximo ano para definir novas regras de repasse do FPE. O Supremo Tribunal Federal considerou que as atuais regras são inconstitucionais.
Para as capitais, os critérios são mais claros. "A legislação define um montante fixo para o FPM destinado às capitais. Criando duas novas, vai ser reduzido o valor das outras", afirmou Lúcia Cristina Andrade, economista coordenadora do estudo.
O Idesp considerou como prováveis capitais os municípios de Marabá (Carajás) e Santarém (Tapajós). Eles seriam beneficiados com acréscimos de quase R$ 200 milhões nos repasses de FPM.
Os dados apontam, porém, que a divisão seria inviável economicamente, porque os novos Estados teriam deficit em seus Orçamentos.
Por causa disso, o estudo foi criticado pelos defensores da divisão, que acusaram o órgão de agir politicamente.
Estimativa do economista Célio Costa, defensor da divisão, apontou que Carajás e Tapajós terão contas públicas equilibradas.
O Idesp soltou nota ontem afirmando que o estudo foi baseado apenas em metodologia técnica.
Eis-me aqui:
Vamos por partes.
Todos nós que defendemos a criação de Carajás, Tapajós e Novo Pará sempre afirmamos que o FPE segue regras definidas pela Constituição Federal e regulamentadas por Lei Complementar. Afirmamos ainda que o total dos recursos serão redivididos ano que vem. O montante do FPE, hoje particionado por 27 unidades (26 estados e o Distrito Federal), será particionado por 29 unidades da Federação.
ESTA É A VERDADE!
Jatene e sua corriola MENTIRAM quando afirmaram o contrário!
Ano que vem serão rediscutidos os valores dos repasses do FPE. Oportunidade única para que os estados do Norte recebam uma parcela maior do Fundo. Isso acontecerá com certeza na medida em que os novos estados sejam criados.
O Estado do Pará, mantida a atual configuração, correrá o risco de ver diminuída sua participação no FPE! Como 95% do índice de participação de cada estado no Fundo é inversamente proporcional ao Produto Interno Bruto, é possível que estados como Acre, Amapá e Roraima consigam índices melhores justamente por serem mais pobres.
Jatene e sua corriola sabem que será assim. MENTIRAM DELIBERADAMENTE durante a campanha como forma de esconder suas intenções politiqueiras atrás de "argumentos técnicos".
Não se enganem.
Mostrei aquiaqui no blog como é feita a partição desses recursos. O jornalista Paulo Henrique Amorim mostrou como é feita a partição desses recursos.
Todos vimos como é fácil entender a dinâmica deste processo.
Todos, menos os cegos e oportunistas mantidos à soldo pelo Califa de Belém, aquele que dá o tapa e esconde a mão!
Desta vez o próprio jornal "deles", que fez campanha para "eles", que fez pesquisa para "eles", é quem os desmente!
A mentira tem pernas curtas, mas o nariz comprido!
Está mais que provado: Três unidades, três partes do bolo!
Ao contrário do que diz o jornal PAULISTA não haverá perdas. Haverá redivisão. Os recursos do FPE não são dos estados por direito divino ou algo imutável. São decorrência das desigualdades regionais e das formas que a LEI estabelece para diminuí-las!
O FPE destina-se a fomentar o desenvolvimento justo dos estados mais pobres. Quando um estado pobre melhora a qualidade de vida de sua gente todos os demais estados ganham com isso!
Só não vê quem não quer ou é pago para não ver!
Vote amanhã sem medo, sem amarras, com o coração repleto de esperança, mas com a cabeça cheia de informações verdadeiras.
Mostre para seus amigos, familiares e colegas de trabalho que a Campanha do SIM fez um grande esforço para mostrar a VERDADE que a campanha MENTIROSA e OPORTUNISTA do Não tentou esconder!
SIM, podemos!

Um comentário:

  1. <eu caro Wilson, agora, com essa matéria que ratifica o que nós sempre dissemos durante a campanha, será que o nobre deputado federal Zenaldo irá cumprir a promessa que fez durante o último debate, na Record? Se não se lembra ele disse que se assim fosse ( se os recursos do FPE fossem realmente divididos entre os todos os Estados) ele "não seria contra, ninguém seria contra"!
    Eu te pergunto: e agora?

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