Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), sucursal de Belém, discutiram com técnicos de Marabá o Ordenamento Produtivo Regional, objetivando a identificação das prioridades a ser trabalhadas no período 2012/2015, cujas propostas serão transformadas em projetos enviados aquele Ministério para o respectivo financiamento. A reunião de trabalho aconteceu na manhã desta quinta (08), na Secretaria Municipal de Agricultura.
Somente para o Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 estão disponibilizados recursos de R$ 107,21 bilhões. Um aumento de 7,2% em relação à safra passada. Os recursos serão destinados ao financiamento de operações de custeio, investimento, comercialização, subvenção ao prêmio de seguro rural e apoio à utilização de práticas agronômicas sustentáveis.Diversos aspectos serão observados, incluindo todos os setores inerentes à produção primária, beneficiamento, comercialização, programas de apoio, garantia de preço mínimo, dentre outros. A intenção é implantar projetos de produção sustentável que visem à alta produtividade, fomento ao reflorestamento e consequente contenção dos desmatamentos e queimadas ilegais.No que tange à preservação do ecossistema amazônico, o secretário municipal de Meio Ambiente, José Scherer, lembrou que a maioria das queimadas e desmatamentos, segundo apurou o Cadastro Ambiental Rural, está nos Projetos de Assentamentos, portanto em área gerenciada pelo Governo Federal, através do INCRA.
Ainda de acordo com Scherer, a razão para o grande desmatamento, que tem dificultado Marabá sair de embargo imposto pelo Ministério do Meio Ambiente, é a agricultura de toco, um sistema rústico que não permite o reaproveitamento de áreas já abertas e obriga o produtor a desmatar mais. “Para produzir é necessário desmatar mais? Estudiosos dizem que não”, observa, lembrando a existência de tecnologia suficiente para produzir mais em menor espaço.
Para Sherer, o Estado tem de fomentar o uso dessas novas tecnologias para evitar a extinção dos recursos naturais. Também nesse âmbito foi discutida a presença do setor mineral, especialmente a produção de ferro gusa que, no momento, enfrente dificuldades na compra de carvão, matéria-prima essencial para essa indústria. Para os técnicos de Marabá é necessário legalizar a produção de carvão vegetal nos projetos de assentamento, uma alternativa para evitar mais desemprego nas guseiras de Marabá, até que as áreas de reflorestamento alcancem a sustentabilidade.
Além de Marabá, também serão ouvidas pelos técnicos do MAPA as comunidades agropecuaristas dos municípios de Brasil Novo, Rondon do Pará e São Félix do Xingu. A reunião local também contou com a presença do vice-prefeito Nagilson Amoury, do secretário municipal de Agricultura, Claudio Almeida (na foto acima), representantes de instituições financeiras, do Sebrae e de organizações não governamentais de assistência técnica. (Com informações da Ascom/PMM)
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